Pular para o conteúdo principal

As vantagens de ser invisível.

Este texto não é uma resenha ou uma sinopse sobre o filme. Não falarei sobre a vontade do protagonista de se sentir infinito, após um longo período recheado de tristezas em sua vida. Muito menos sobre o fim dessa obra. Essa escrita fala sobre amor - ou a falta dele.

Acredito que ser invisível aos olhos do amor é uma vantagem. Nunca nos machucamos, porque jamais tentamos amar. Estamos presos em nossas zonas de conforto, e o pior: extremamente confortáveis com isso.

Sinto-me invisível. Poucos enxergam meu verdadeiro eu - o qual tento buscar freneticamente. Alguns tentam atravessar barreiras para entender-me e para atingir meu coração. Não entendo... Sou uma incógnita.

Eu nunca quis isso. Amar doía. Essa era a lei natural da vida. Entretanto, no fim, descobri que o amor tem lá suas vantagens. Essas ainda não conheço completamente, mas sei que existem - são elas que me fazem continuar.

O amor é uma euforia que se inova todo dia. Amar é invisível. Quem amamos, não. Valorize-os, ame-os intensa e visivelmente. Eles não vêm vantagem em ser invisíveis aos seus olhos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vocês são felizes?

Eu me questiono o que está no título deste texto todos os dias. Claro, a resposta ainda não existe. Friso o "ainda", pois espero que ela chegue até o fim da minha vida. Mas, na verdade, será que um dia ela vai existir? Acredito que é importante pensar a respeito disso e refletir sobre os motivos que nos impedem de conquistar a felicidade plena ou mesmo de enxergar e viver pequenos e alegres momentos — leiam-se aqui frações de segundos em que comemos a nossa comida preferida ou conversamos com os nossos melhores amigos. Se pararmos para pensar, isso por si só já é tudo que precisamos. Afinal, estamos acompanhados de pessoas importantes e queridas e podemos aproveitar o hambúrguer que tanto amamos junto com elas. O problema é que nós complicamos a vida. Somos ambiciosos e queremos sempre mais. No fim, nos contentamos com o que não temos em vez de celebrar as nossas conquistas da forma que elas merecem.  Em resumo: estamos a todos os momentos atrás da felicidade plena e deixamo...

26 de maio de 2020

Há cinco anos, escrevi um texto sobre não saber me definir. Até hoje ainda não descobri quem eu sou, mas sei que praticamente já me enquadro em uma categoria: jornalista. Mas isso não é suficiente. Não para mim, pelo menos. Não adianta ser uma profissional da área da comunicação e estar trabalhando onde sempre quis, pois me falta algo. Assim como os outros, não me reconheço: não sei valorizar as minhas conquistas e nem dizer que eu sou capaz de conquistar o que eu quero. Eu sempre reclamo que ninguém consegue me enxergar, porém eu também não me vejo  —  não por inteira pelo menos. Sempre acreditei em amor próprio, embora atualmente ele seja o menos presente em mim. Sonhei em poder continuar escrevendo e em transformar as palavras em histórias, todavia, neste caminho, não vivi a minha própria e perdi as melhores oportunidades do minha vida.

Luz, câmera... New York!

Janeiro recém começou e New York já está cheia de estrangeiros. Alguns aproveitaram para curtir as festas de final do ano. Outros chegaram há pouco com expectativas de conhecer a cidade que nunca dorme e viver por uns dias na maior metrópole dos Estados Unidos. Todos, entretanto, possuem uma curiosidade: visitar um dos maiores pontos turísticos locais, a Times Square. Essa região, que é uma das mais animadas e famosas de Manhattan, marca o encontro entre a Broadway e a Sétima Avenida. Ela reúne glamour e um pouquinho de tudo. Teatros, estúdios, museus, farmácias, lojas, restaurantes, cafés, letreiros, e, claro, luzes, câmeras e muita ação. Isso pode ser observado principalmente pelos passos apressados da multidão em direção do melhor ângulo para fotos e também pela claridade que emana de painéis de publicidade. Além disso, a Times, apelido carinhoso dado para o local, é cenário de filmes, séries, peças teatrais e sonhos. É o espaço onde personagens fantasiados, como o Naked Cowboy, des...