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O frio na barriga por trás de um intercâmbio na Cidade dos Ventos


Viajar é sempre um período de (re)descobertas. Ir para Chicago não foi diferente, pois pude conhecer um pouco mais de mim mesma e viver na terceira maior cidade dos Estados Unidos.

Quando pensamos em sair de casa para escrever novas histórias, sentimos um frio na barriga, pois não sabemos o que nos espera. Entretanto, acredito que esta é a mágica de uma grande viagem: as 1001 possibilidades de descobrir quem somos e quem gostaríamos de ser.

Se, por um lado, senti as dificuldades de viver em uma cidade muito fria, também tive a oportunidade de conhecer outras culturas e descobrir as principais diferenças entre os Estados Unidos e o Brasil. Cada dia na Cidade dos Ventos foi único, pois convivi com pessoas muito distintas, que me fizeram crescer e enxergar o mundo de uma nova forma — mais livre, independente e humana.

Neste trajeto, também foi preciso ter coragem para deixar os familiares e os amigos para trás, uma vez que estava alçando voos mais altos. Não me arrependo, porque foi nesse intercâmbio que as minhas matérias jornalísticas foram publicadas pela primeira vez no newspaper da universidade em que estudei.

Sempre me considerei uma escritora e ver o resultado do meu trabalho foi muito gratificante. Considero isso uma das minhas principais realizações como (quase) jornalista. Nunca imaginei fazer um intercâmbio durante a faculdade, porém a PUCRS me ajudou a realizar esse desejo antigo. Além disso, ganhei uma grande amiga, que dividiu a vida comigo durante seis meses e que vai ser minha eterna companheira de apartamento.

Depois de um período de altos e baixos nos Estados Unidos, consegui me entender melhor e perceber que fiz a escolha certa. Ao viajar para Chicago, deixei para trás as incertezas, fui em busca de novas experiências e sonhos, ignorei o meu friozinho na barriga e vivi um dos melhores períodos da minha vida.


Publicado originalmente no blog #PUCRSpelomundo


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